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O modo de vida que a sociedade actual leva não tem sustentabilidade futura. A mineralização do mundo levou ao aquecimento global e os seus efeitos a longo prazo são um dado adquirido. A mediatização crescente desta temática e mesmo o seu aproveitamento em benefício próprio tanto a nível económico como político e comercial revelam-se insuficientes face à concreta e urgente necessidade de mudança de hábitos e práticas. Mesmo esta moda e estes aproveitamentos são, apesar de tudo, importantíssimos contributos uma vez que incutem estas noções de uma maneira eficaz, tornando-as parte do nosso quotidiano, sobretudo numa sociedade que vive maioritariamente de estímulos visuais muitas vezes consumistas.

Todas as áreas da actividade humana necessitam desta noção básica: agir no presente de forma a não comprometer as gerações futuras. Agir o quanto antes.

Enquanto técnicos actuantes os arquitectos têm que ter esta noção da grande responsabilidade da sua profissão e aplicar este conceito na sua acção profissional, “À tríade vitruviana que integra a comodidade, a solidez e a “beleza” postulamos a adição de um quarto ideal: restituitas ou restituição, restauração, restabelecimentos: segundo o qual o acto de edificar valoriza o meio ambiente, local e global, num sentido ecológico e não só visual.” (Ordem dos Arquitectos,2001,prefácio). Os edifícios representam cerca de 29% do consumo de energia em Portugal em 2004 (Maldonado, Eduardo, 2007). “Estima-se, atendendo ao ritmo actual de crescimento, que as provisões de recursos energéticos não renováveis na biosfera só estarão disponíveis por mais cerca de cinquenta anos.” (Mateus,Ricardo,Bragança,Luis, 2006, p25)

O propósito principal deste site foi o de aprofundar o estado da arquitectura sustentável na actualidade nacional e internacional, com uma visão crítica orientada para a prática, de forma a que este trabalho aja de uma forma pragmática e aperfeiçoe o exercício da Arquitectura. Procurou-se fundo na história, selecionando as peças que se julgam determinantes para compreender melhor a arquitectura em si, e especificamente as questões relacionadas com a sustentabilidade.

O site organiza-se em vários tópicos.
As definições, os parâmetros, o contexto histórico, a arquitectura popular e exemplos de aplicação contemporâneos. É aprofundada também uma obra (caso de estudo), de entre as inúmeras analisadas, que se considerou de especial importância e representativa de uma atitude arquitectónica sustentável, consciente e responsável ultrapassando o campo da arquitectura e orientando-se no sentido de comunidade sustentável : o projecto BedZed (Beddington Zero fossil energy development) no sul de Londres, da autoria de Bill Dunster architects em colaboração com o grupo Arup. Os últimos pontos desta parte abordam ainda os instrumentos e métodos de avaliação e certificação ambiental bem como as políticas e legislação relacionada com a Sustentabilidade tanto a nível nacional como internacional, sendo de destacar o caso nacional do RCCTE (Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios).

Global warming and its long term effects are a given. There is an abandonment of much of ancient practices and techniques which were perfectly reasonable and whose rationalization would have been effective.

There are new sustainable practices and techniques that use science in favor of an environmentally conscious approach, requiring however, diffusion and implementation in the construction and architecture field.

The architecture became massive and globalized. The local issue is becoming less present. The result of the contemporary currents when badly assimilated and widely reproduced is an anonymous architecture, without references, accusing tiredness. This leads to the need for sustainable architecture that takes into account contemporary technological advances while remaining based on local specifications - the bioregionalism.

In this site, the most important sources of inspiration and knowledge of this architectural practic, were studied and analyzed.

The first source is the vernacular portuguese architecture, where the principles of sustainability are exemplified wisely: building placement according to the sun, respect for the ecosystem as an ally to be respected, water use, sun energy, wind energy, sea tides, thermal mass, local materials and techniques.

Building´s comfort requirements have changed a lot, but we are seeing a return to old techniques that allowed building´s water vapor permeability such as lime mortars, cork, wood, which go against years of hermetic construction ( such as seals, polystyrene, PVC).

The second source is the regional modern movement of the 20th century, both national and international. In the 50s and 60s Portuguese architecture asserts itself against a potentially strong modernist influence which was standardizing the language. Architecture turned inward and began to better understand the landscape as an entity with its own rules. The modern buildings of this period established themselves as trees, aging very well. The architecture has won meaning, textures, truth in the use of materials.

The third source are the precursors of sustainable architecture (Glenn Murcutt, Thomas Herzog and Renzo Piano) and all the today´s international panorama.

Examples of international bioregional architecture projects show along with the modest first national examples that such a path is possible.

There are already numerous innovations: Trombe wall; passive cooling system (solar building XXI, Lisbon), thermal mass, reuse of thermal energy produced by photovoltaic panels for heating the building, water management focused on closing the cycles and energy saving, synthesis between traditional materials and technology (Reins, France); to think in large scale community developments (BedZED in London).

Finally it is applied to some portuguese case studys from the author´s current practice: Faro´s beach seafront competion at Faro, Portugal; Natural Reservation of Dunas de S. Jacinto’ buildings competion (on final design phase) and water thematic building in Lisbon.

In Portugal today, the abrupt construction after 1974 revolution, caused several social and landscaped trauma. The architecture became massive, and has gone global. The local issue is less frequent. Architecture, like the society, needs to get in touch with the natural environment. This search has to be deep, and with knowledge of the overall system. We are living times of recession, but also crucial turning times, propitious to question past attitudes.